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Lembranças a bordo…

Diego Ferro Volta ao Mundo Leave a Comment

Meus pés estão lado a lado. Os joelhos comprimidos contra a poltrona frontal. O som das turbinas começa a aumentar. O movimento se inicia leve e repentinamente pressiona meu corpo contra a poltrona. Sãos os últimos metros em solo Ecuatoriano. O avião inclina o bico e ergue vôo. Dos quase 3000 metros de altitude que estávamos em terra, pouco o avião teve que subir.

Entre as turbulências do pequeno Focker 100, as janelas começavam a desenhar uma cidade diferente. As curvas sinuosas das estradas que conectam as movimentadas cidades do Ecuador brilham em amarelo, formando um mapa vivo. Em minha mente acontecia a reprise de alguns dos momentos marcantes deixado pela visita ao país.

Me lembrei de quão longas são as serras. De como as estradas contam com excelente asfalto mas com péssimo projeto viário, deixando de lado simples recuos para acessos a outras vias, obrigando os já mal condutores ecuatorianos a realizarem outras barbaridades. Das muitas horas necessárias para se deslocar meros 200 km. Dos canteiros de obras existentes em todo canto que passamos, nos apresentando um país em amplo desenvolvimento.

Lembrei das cidades cheias de transito, com gente por todo lado. Do incômodo barulho de buzina por toda parte. Dos restaurantes locais tendo como cartão de visita um grande porco inteiro, assado, e exposto logo na entrada do recinto, tendo uma mocinha cortando as partes do bicho ao gosto do cliente. Da arte urbana expressada por mentes rebeldes, demonstrando nos muros a esperança por um país melhor, mais seguro, por uma vida mais feliz.

Sem falar das inúmeras barracas de rua oferecendo salchipapas (batatas com salsicha), milho assado, linguiça assada, empanadas de carne, frango a todo gosto. Lembrei da deliciosa sopa de Locro, um creme de batatas servido com pedaços de batatas, pedaços de queijo e abacate.

Ah… claro! Como esquecer do famosíssimo chapéu Panamá, utilizado em larga escala. Descobrimos aqui que os índios são adeptos a chapéus de mesmo formato, mas em pano, todos enfeitados. Vimos os índios com suas tranças compridas, chapéu e alpargatas, e as índias charmosíssimas com toda sua vaidade, torcendo os cabelos com faixas coloridas, com camisetas enfeitadas em flores e pássaros e, claro, com seu lindo chapéu.

Já estamos em vôo há algum tempo e as lembranças não param de vir! Sentiremos saudades do charme de Cuenca, da vista deslumbrante dos vulcões, da gigantesca feira de artesanatos de Otavalo, da belíssima tradição de final de ano…

O avião reduz a velocidade. Toca o sinal e o piloto informa que estamos aproximando para pouso. Chegamos em Lima! Estamos no Peru. Afivelamos os cintos, endireitamos a poltrona e… pois é! Estou desligando o eletrônico!

Converse com a gente!

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