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Dá sorte queimar bonecos?

Gabriela Muniz Volta ao Mundo 1 Comment

Uma das coisa mais interessantes de se viajar é conhecer tradições diferentes. Nos ajuda a entender que há muito mais além do nosso quadrado, daquilo que consideramos como única verdade.

Quando decidimos passar o ano novo no Equador, não fizemos uma escolha baseada num lugar dos sonhos para passar o reveillon. A decisão veio mais da organização de nosso itinerário pois tínhamos uma passagem marcada de volta para o Brasil em março seguinte ao ano novo. Então simplesmente estaríamos ali por consequência. Essa é a graça de uma viagem sem planos engessados. E foi bem interessante!

O que vimos

Desde que chegamos no norte do país, nos últimos dias do ano, vimos muitos bonecos, máscaras, brinquedos, fantasias e uma série de outras coisas sendo vendidas na ruas. O que mais nos chamou a atenção, foram os bonecos que eram vendidos em todos os tamanhos: pequenos, do tamanho de pessoas e gigantes!

No mercado famoso da cidade de Otavalo havia barraquinhas cheias desse itens. Em Quito, capital do país, as lojas estavam vendendo todo o tipo de boneco. As ruas e estradas de todas as outras cidades que visitamos estavam lotadas de ambulantes vendendo os tais bonecos.

Percebemos então que aqueles bonecos não eram só um artigo a mais do acervo de bugigangas vendidos nas ruas. Estávamos sendo apresentados a uma tradição local, que não fazíamos a menor ideia da existência!

Como eram os bonecos?

Vimos bonecos e bonecas imitando pessoas de verdade. Tinham pernas e braços de tecidos de meia e roupas comuns. Outros eram de papel ou jornal amassado. Encontramos também bonecas comuns de criança. Além disso pudemos ver nas ruas personagens de desenho animado, de filmes de Hollywood e políticos. Algo totalmente estranho para nós, para não dizer bizarro!

A tradição

Perguntamos para algumas pessoas, que nos disseram que fazia parte da tradição de final de ano para mandar espíritos ruins embora. Mas foi numa praia que um sorveteiro simpático nos contou todos os detalhes dessa tradição tão interessante e diferente do Brasil.

No Equador as pessoas têm o curioso costume de criar bonecos chamados de “monigotes” ou “años viejos” (anos velhos), feitos com jornais, folhas, roupas velhas, palha ou materiais mais elaborados, como o papel machê. No dia 31 de dezembro de cada ano, exatamente à meia-noite, essas figuras são queimadas para simbolizar a purificação e afastar a má sorte e as energias negativas do ano que terminou. De acordo com o sorveteiro, os bonecos confeccionados representam eventos marcantes do ano ou personagens importantes, especialmente os relacionados à política e ao entretenimento.

Adoramos a ideia e pensamos em entrar no clima, afinal essa é a graça de estar num país com uma cultura diferente! Porém o moço simpático nos informou que os bonecos custam geralmente entre US$ 50 e US$ 100 dólares. Bem caro para virar pó, não? Então nosso orçamento apertado de mochileiro nos fez pensar duas vezes!

Queima dos monigotes

Nossa experiência

Nós passamos a virada de ano em família na costa do Equador, em uma praia próxima a cidade de Salinas. Lá tivemos uma experiência surpreendente! Assistimos o show de fogos e a queima dos famosos bonecos na praia e sem dúvida, assistir uma pilha de bonecos enormes sendo queimados foi o auge da nossa passagem  pelo país!

Como estávamos em um condomínio, todas as pessoas juntaram seus bonecos num local designado, o que formou uma grande pilha e em seguida uma grande fogueira. Algumas pessoas também jogavam seus bonecos já quando o fogo estava alto. Para nós foi impressionante e muito interessante conhecer uma outra forma de celebrar a virada de ano!

Incrível como depois do reveillon, não encontramos mais bonecos sendo vendidos em lugar algum. Todas as cidades que passamos voltaram ao seu clima normal, somente com as boas vibrações para um ano novo que entrava!

E é por isso que aprender e conhecer novas culturas só nos instiga mais ainda a continuar nossa jornada por diferentes destinos desse mundo!

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Quem escreve

Gabriela Muniz

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Engenheira de Alimentos, Pós Graduada em Gestão de Negócios, Empreendedora e Blogueira. Amante da natureza, de viagens, de conhecimento! A Expedição HANDS on DREAM não é só a realização de um sonho, mas também um Projeto de Vida.

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