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Hasta la vista, América Central!

Diego Ferro Volta ao Mundo 4 Comments

Foram 87 dias, 6 países, 2 línguas diferentes, muitos dialetos, novos amigos, algumas más experiências, muitos momentos mágicos e muito aprendizado!

Depois de 2 meses viajando pelo México, entramos na América Central por Belize, fomos até a Guatemala, depois Honduras, Nicarágua, Costa Rica e Panamá. Ao mesmo tempo que viajávamos, passávamos por um período de adaptação de nosso novo estilo de vida, e também pela adaptação ao verdadeiro terceiro mundo!

O México é um país desenvolvido em proporções similares ao Brasil. Portanto, lá encontramos os mesmos problemas que encontramos no Brasil: problemas de segurança, corrupção, falta de estrutura em alguns lugares… Mas no geral, é um país que funciona, ainda mais se comparado aos países da América Central!

No centro das américas vimos muita pobreza, muita falta de estrutura, um povo sofrido e marcado pelas agressões de seus colonizadores. Vimos o que os livros de história contam, em cores vivas! Notamos pessoas com caras muito parecidas, mas com comportamentos muito diferentes. Vimos a total falta de consciência ecológica. Vimos paisagens únicas como vulcões, paraísos caribenhos, grandes mercados abertos, igrejas católicas “vestidas” de maias, os maias!

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Percebemos que as roupas típicas neste canto do mundo não são “só para turista ver”. Elas estão nos vendedores das milhares de barracas – que no Brasil chamamos de Camelôs – e também nos outros milhares de compradores comuns, que iam às compras em busca de vegetais ou mistura para um almoço de domingo.

Vivemos o dia a dia de países como Guatemala, Belize, Honduras e Nicarágua e encontramos uma economia baseada no comércio informal e no turismo. E quando chegamos na Costa Rica e Panamá, sentimos como se estes fossem primeiro mundo, já um pouco cansados dos 50 dias viajando nos outros 4 irmãos ainda mais pobres.

Descobrimos a beleza de viajar nos mesmos meios de transportes utilizados pelos cidadãos comuns, como os chicken-buses, tuc-tucs, vans, mini ônibus e taxis coletivos. Percebemos que esta é uma das formas de ser parte de um mundo um pouco distante do que estamos acostumados. Nos sentimos, de certa forma, parte dos maias!

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Nos sentimos parte de uma grande indústria de turismo, responsável por oferecer mais oportunidades aos locais, mas que também transforma os turistas em grandes notas verdes ambulantes, fazendo com que algumas experiências em contatos com locais sejam mornas, para não dizer falsas!

Sentimos na pele que o grau de expectativa que mantemos é responsável por acentuar os sabores de uma experiência, fazendo com que você se surpreenda a cada novo caminho.

Enfrentamos batalhas internas geradas pela saudade da família e de amigos que nos acompanham no Brasil. Choramos por não podermos participar de 9 meses de gravidez de uma grande amiga! Sentimos falta de recebermos ligações ou mensagens de muitas pessoas que seguem suas vidas e, mesmo que nos tenham em pensamento, estão muito longe de nossa presença, mesmo que de forma digital.

Sentimos o prazer de receber a primeira visita do Brasil. Vimos a importância de termos uma face amiga para compartilhar algumas das mudanças que sofremos.

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Saboreamos de um gosto diferente quando nos reencontramos com comida japonesa, depois de 4 meses sem senti-la.

Sentimos falta de ter nosso lar. Adoecemos. Curtimos alguns poucos dias de tristeza. Nos reerguemos ainda mais fortes. Cansamos de viajar, e no momento seguinte sentimos a vontade que sempre nos acompanha desde o início de desbravar novos lugares.

Fizemos muitos amigos. Descobrimos que os Israelenses viajam em massa por toda a América Central. Que os europeus falam facilmente 5 línguas e que viajam muito! Que o americano, quando perguntado de onde vem, não responde EUA, mas sim o nome do estado onde vive, como se todos no mundo fossem obrigados a conhecer todos os estados americanos. Descobrimos também que o brasileiro não viaja pela América Central. Que o argentino não tem só o Brasil como rival, e sim todos os países da América do Sul. Que o brasileiro é queridíssimo em todos os países que passamos!

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Por fim, descobrimos um pouco mais de nós mesmos! Eliminamos alguns preconceitos. Diminuímos nosso prejulgamento. Aprendemos ainda mais a valorizar a natureza. Aprendemos a valorizar as amizades! Aprendemos a nos relacionar com ainda mais respeito.

Se somos pessoas melhores ou piores, não sei! Estamos diferentes e marcados definitivamente pela excelente experiência e lição de vida que tomamos das terras Centro Americanas!

Ainda voltaremos!

Converse com a gente!

Comentários

Comments 4

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  1. Eliane Oliveira

    Olá pessoal. Tenho que parabenizá-los mais uma vez, pela coragem, dedicação e paixão. Estou contente e agradecida por vocês partilharem tão carinhosamente essa experiência. Transmitir fielmente o que aprendem deve ser mesmo muito difícil. Mais continuem, pois estão ótimos os posts. E a gente aqui sempre aprendendo um pouco mais de geografia rsrs.
    Bjos

    1. Post
      Author
      Diego Ferro

      Oi Eliane!!! Que felicidade receber suas palavras, sempre tão presentes em nossos posts! Fazemos tudo com o maior carinho, compartilhando com vocês um pouco da nossa história. Afinal de contas, aprender com através da experiência de outros é altamente enriquecedor. E assim, vamos aprendendo também com os comentários feitos por vocês, leitores! Muito obrigado e nos vemos no próximo post, certo? :)

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