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HANDS on FURADAS – Episódio 2

Gabriela Muniz Volta ao Mundo 3 Comments

Baratas, briga de bar e intoxicação alimentar

Foi na Guatemala. Estávamos no país há poucos dias. Resolvemos conhecer a mais linda beleza natural do país: Semuc Champey. Um conjunto de piscinas naturais de cor verde esmeralda! Para chegar já foi bem difícil. Três transportes e mais de 8 horas de viagem em estradas esburacadas e perigosas. Tudo porque nos disseram que o lugar era imperdível!

Chegamos no vilarejo no final da tarde. Ao descer da van fomos quase engolidos pelos habitantes locais. Cada um tinha uma promoção melhor que a outra e queria nos levar para o seu albergue. Escolhemos ficar na vila para caminhar e olhar com calma as opções disponíveis. Fomos em dois ou três lugares e estávamos buscando por um quarto privado. Mas a única opção em todos os albergues que visitamos eram quartos com tetos rústicos de palha. Acabamos decidindo pelo último lugar que paramos.

Eu não sou muito fã desses tetos mas não tinha mais para onde ir. É um grande salão de festa para insetos e ratos!!! E tudo que menos queremos em nossas noites de descanso são convidados como estes.

Entramos no quarto e eu já estava bem tensa. Acho que não demorou nem uma hora para ver a primeira barata andando no meio daquela palha. Depois vi mais umas duas andando perto das nossas malas. Eu tenho PAVOR de baratas! Mal conseguia ficar naquele quarto nojento!!! Credo!!! Fizemos de tudo para ficar ali o menor tempo possível.

Deixamos o quarto e fomos para o movimento. Na área comum, o barulho, balada e bebida rolavam soltos. Não era nem 8 da noite e até os funcionários do albergue já estavam bêbados. Ninguém se importava com nada. Comemos, bebemos, conversamos com a galera e ficamos por ali até o sono falar mais alto. A vontade era dormir por ali mesmo só para não enfrentar o teto de palha.

Voltamos para o quarto e espirramos inseticida para dar uma amenizada. O problema é que mais baratas apareceram. Foi um inferno. Tudo que eu queria era ficar na rua, tamanho o meu pavor. Deitei na cama dura e petrificada embaixo das cobertas até que eu vi duas baratas caindo do teto. Minha vontade era chorar e sair correndo daquele lugar! O Di até montou um varal sobre a cama e fez uma cabana com nossas cangas e toalhas para nos protegermos da chuva de insetos nojentos!!!

Não conseguia dormir pelo pavor e também pelo barulho. A cada hora que passava as pessoas gritavam mais. Em um dado momento começaram a cantar as músicas do Rei Leão. Sabe aquela “auíííííí'”???? Infernal! Todos bêbados! Até que começou uma gritaria, xingamentos, pedido de socorro, gente chorando. Parecia filme. Mas o meu medo das baratas era tanto, que eu não queria me mexer e nem deixar o Di sair do meu lado . Ficamos ali quietos tentando imaginar o que estava acontecendo.

Estávamos ali deitados, duros e tensos, esperando as horas passarem e o sol nascer! Mas, para completar a noite não dormida, tivemos outra boa surpresa! Um casal chapado apareceu no quarto vizinho  ao nosso para fazer um sexo daqueles! Ela berrava alto e o cara gemia de um jeito bizarro. A gente não sabia se ria ou se chorava. Eu só queria que aquela noite terminasse. Depois de horas de sexo e de uma reclamada por parte do Di, o casal apaixonado deixou o quarto e o silêncio reinou!

O dia finalmente amanheceu e estávamos quebrados. Era o dia de ver Semuc Champey. O passeio foi incrível, valeu cada segundo, mas infelizmente ainda precisávamos passar mais uma noite naquele inferno para deixar a vila no meio do nada no dia seguinte.

Ao voltar do passeio, fomos tentar entender o que tinha acontecido durante os gritos da madrugada anterior. Descobrimos que o escândalo foi uma briga entre dois gringos que trabalhavam no albergue. Um casal de namorados. Pelo que nos contaram ela ficou com ciúmes porque ele estava dando em cima das turistas. Eles começaram a brigar e ele, bêbado, não levou a sério. Ela que também já tinha bebido todas, jogou um copo sobre ele. O copo quebrou na testa do cidadão. Ele precisou ser levado ao hospital, tomou alguns pontos e não lembrava de nada no dia seguinte.

A segunda noite foi bem mais tranquila na área comum. Até pelo incidente da noite anterior todos estavam mais calmos. Novamente comemos, bebemos, conversamos e tentamos ficar o máximo possível por lá para evitar as baratas.

Mais tarde fomos para o quarto. Eu vi mais algumas baratas andando pelo chão. A tensão voltou e com ela veio junto um mal humor terrível porque eu estava odiando estar ali. Deitamos para tentar dormir. Conseguimos cochilar um pouco, até o Di acordar no meio da noite passando mal, muito mal.

Para ajudar, o nosso quarto ficava muito longe do banheiro e para chegar lá era preciso cruzar um campo cheio de lama, pois o local ainda estava em construção. O Di precisou sair correndo para chegar a tempo de vomitar no banheiro. Na primeira vez conseguiu. Depois voltamos ao quarto por achar que ele estava melhor. Foi o tempo de deitar na cama e ele precisou correr de novo. Dessa vez não deu tempo.

Por conta disso decidimos ficar perto do banheiro, que ficava na área comum. Deitamos numas redes lá mesmo e ele passou a noite se contorcendo, vomitando e morrendo de frio. Enquanto isso eu tentava dormir em outra rede. Como não conseguia, fiquei caminhando por ali e observando as coisas. E encontrei mais baratas…..dessa vez elas caminhavam tranquilamente pela mesa aonde comemos nos últimos dois dias…meu nojo e desgosto só aumentavam..

Mais uma vez o dia amanheceu e graças a todos os Deuses, era o nosso dia de partir. Logo de manhã. O Di ainda estava muito mal, mas decidimos sair daquele inferno mesmo assim.

O caminho até Antigua, nosso próximo destino, foi árduo e sofrido para o Di. Foram quase 10 horas sacudindo dentro de uma van. Algumas paradas repentinas para vomitar e um coquetel de remédios receitado por uma farmacêutico guatemalteco. Mas a recompensa de chegar numa cidade civilizada, num hotel limpo, silencioso e quentinho foi inexplicável!

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Quem escreve

Gabriela Muniz

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Engenheira de Alimentos, Pós Graduada em Gestão de Negócios, Empreendedora e Blogueira. Amante da natureza, de viagens, de conhecimento! A Expedição HANDS on DREAM não é só a realização de um sonho, mas também um Projeto de Vida.

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Comentários

Comments 3

  1. Kadu

    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    que ilaria essa parte da viagem coitadinha Gaa kkkkkkkkkkkkkkkkkk

    e ai Dii ta melhor mano, puts que merda hein amigo ???

    afff… toma cuidado pra nao pegar uma infecção alimentícia ai!!!

    Forte abraço…

      1. Post
        Author
        Gabriela Muniz

        Kadu!!

        Agora na Europa as coisas são mais civilizadas! Então esperamos não passar mais perrengues desse tipo!!!! Mas uma viagem longa sempre nos reserva muitas surpresas né!!! Estamos abertos para o que der e vier!!!! E vamos compartilhando por aqui! Sempre!!!!
        Bjão Gabi e Di

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