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HANDS on FURADAS – Episódio 1

Gabriela Muniz Volta ao Mundo Leave a Comment

Como todos sabem, uma viagem é feita de momentos! Bons e ruins. E na maioria das vezes aquele momento mais difícil que você passou é o que fica na memória. São sempre eles que rendem histórias divertidas nas mesas de bar com os amigos! Por isso abrimos aqui a série HANDS on FURADAS, aonde vamos contar um pouquinho dos apuros que vivemos na estrada.

Sejam bem vindos e divirtam-se com os nossos dramas!

 

Por duas vezes o Couchsurfing foi uma furada!

Na falta de uma experiência ruim de couchsurfing, tivemos duas seguidas, que nos renderam bons traumas e medo de tentar novamente! Mas como bons brasileiros, não desistimos nunca!

Uma delas foi tão incrível que precisamos de três matérias para relatar a história na íntegra: parte I, parte II e parte III. Vivemos uma novela mexicana e hoje ao lembrar damos boas risadas! Mas na hora a vontade era de sair correndo!

Apenas para resumir, nós fomos parar num lugar no meio do nada, acampados no meio de galinhas, a privada era um balde plástico cheio de sangue de menstruação nas bordas (que nojo!!!), o piso era lama pura e a única coisa que tinha para beber era tequila (essa parte até que não era tão ruim!!!).

Nossa ``residencia sustentável``.
Nossa ``residencia sustentável``.

Alguns dias depois do primeiro trauma fomos relaxar na praia de Puerto Escondido, também no México. Estávamos mais confiantes com nosso anfitrião do couchsurfing pois tínhamos visto a foto da casa e do quarto oferecido como hospedagem, e ainda teríamos carona da rodoviária até a casa. Não tinha como dar errado! Doce ilusão…

Já na chegada, depois de 16 horas dentro do ônibus, sentamos na sarjeta em frente a rodoviária e esperamos por quase duas horas a carona prometida. Quase desistimos de esperar! Já estávamos acionando o plano B quando ele chegou num belo carro. De cara foi bem simpático e receptivo e se desculpou pelo atraso. Então, nos levou para tomar um café da manhã típico, demos umas voltas pela cidade e, como estávamos exaustos, fomos para a tão esperada casa! Foi então que nos contou que sua casa, a das belas fotos com piscina e uma suíte agradável, estava cheia e por isso nós ficaríamos hospedados num outro lugar… O frio na barriga tomou conta de nós dois na mesma hora.

No caminho para o nosso “novo lar”, ele nos contou que ficaríamos numa casinha muito charmosa que ele estava preparando para alugar em temporadas futuras. Seria melhor pois ficava perto da praia e nós aproveitaríamos muito mais. Segundo ele, ainda não estava tudo pronto mas tinham alguns funcionários trabalhando na casa para que tivéssemos conforto até o final da tarde! Eu no banco de trás do carro, comecei a rezar mesmo antes de chegar na bela casinha..

Chegamos ao paraíso! A casa ficava no meio de um terreno aonde se fabricava tijolos. Homens sem camisa e suados (vulgo peões de obra) trabalhavam por todos o lados. Um perfeito canteiro de obras com uma casinha de madeira perdida no meio de tudo aquilo. Então entramos na casa e para a nossa surpresa não havia absolutamente NADA ali dentro! Sem cadeiras, sem mesa, sem sofá, sem fogão, sem geladeira, sem móveis. Tudo que vimos foi um edredon sujo no chão que seria nossa “cama”. No banheiro não tinha privada e nem chuveiro.

Acho que nossa cara de espanto foi tão grande, que o nosso amigo logo se explicou: até o final da tarde tudo estaria pronto e teríamos um lugar confortável para passar nossos dias relaxantes na praia de Puerto Escondido. Será?

Depois de 15 horas cansativas de ônibus, chegamos numa casa  sem nada e nem o banheiro podíamos usar – improvisamos uma invasão sorrateira a um restaurante beira mar! Mas a esperança é sempre a última que morre. Então trocamos de roupa e fomos para a praia com a fé de que uma magia de Walt Disney transformaria aquele lugar numa casinha charmosa e aconchegante!

No final da tarde voltamos para a casinha e infelizmente nenhuma magia tinha acontecido ali! O cenário estava ainda pior! Nossa hospedagem continuava sem absolutamente nenhuma mobília e naquela hora do dia estava enfestada de bichos e pernilongos. Lá dentro havia um homem com as botas imundas em cima da nossa “cama edredon” instalando uma tela na janela. Ele nos disse todo alegre que aquela tela seria essencial para evitar os pernilongos! Mas os detalhes é que eles já estavam do lado de dentro da janela!

Descobrimos em seguida que o “charmoso” lugar também não tinha eletricidade! A gota d’água foi quando eu vi uma família de baratas correndo num canto da casa. Nesse momento o Di já estava lá fora na rua, chamando um táxi para nos levar para bem longe dali!

Saímos quase correndo daquele lugar! Deixamos uma bela interrogação na cara daqueles homens que estavam quase me comendo com os olhos e nunca mais voltamos para lá!

Encontramos um albergue e finalmente conseguimos passar dias relaxantes e tranquilos na beira do mar, em terras mexicanas! Depois de duas experiências traumáticas, tudo que precisávamos era mar, sol e um pouquinho de conforto!

E aí? Você topa a aventura de se hospedar em casa de desconhecidos? Compartilhe a sua com a gente!!!

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Quem escreve

Gabriela Muniz

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Engenheira de Alimentos, Pós Graduada em Gestão de Negócios, Empreendedora e Blogueira. Amante da natureza, de viagens, de conhecimento! A Expedição HANDS on DREAM não é só a realização de um sonho, mas também um Projeto de Vida.

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