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3 meses de Hands on Dream

Diego Ferro Volta ao Mundo 2 Comments

Resolvemos mudar de “quem vos fala” neste post para que os pontos de vistas de ambos possam ser passados a vocês. Na realidade, sempre que a Gabi escreve um texto ela fala por nós dois e inclui sentimentos que eu também tenho. Como traduzimos nossos sentimentos durante a redação, há coisas diferentes para cada um de nós.

Chegou a hora de mudar a contagem de dias por meses! Estamos próximos aos nossos 100 dias de viagem e contagem centenária é sacanagem! Vamos nos manter com o máximo de 2 dígitos. Além do mais, não sentimos que estamos tanto tempo em viagem… Parece que começamos há alguns dias.

Neste terceiro mês começamos efetivamente a cruzar fronteiras. Já passamos por Belize e Guatemala. Começamos a sentir as “dores” gostosas das trocas de países. Como trocar dinheiro? Como se alimentar no meio do dia? Como se transportar? Estas são perguntas básicas que alteram bem o nosso dia a dia. Para se ter uma ideia, no México tínhamos uma rede nacional de lojas, tipo aqueles 7 eleven, chamado Oxxo. Durante o dia, bateu a fome, vá pro Oxxo! Eles tem de tudo! Já em Belize e Guatemala, a coisa mudou! Os países são ainda menos desenvolvidos, e a comida do meio do dia se resume a carrinhos de vendas de frango frito, batatas fritas, tacos, e muitas outras tranqueirinhas que não estamos muito acostumados e que judiam um pouco do nosso organismo.

Sentimos também a diferença de povos mudando drasticamente em Belize, onde víamos negros serem parte dominante da população. Vimos, em seguida, o domínio indígena de Guatemala. Os maias estão muito mais vivos do que no México. O sincretismo também se acentuou ainda mais na Guatemala. Os rituais maias estão misturados e confundidos com os costumes católicos. É lindo e intrigante ver em cores vivas como a inquisição espanhola modificou a cultura deste pedaço de continente! E mais intrigante ainda, como os Maias resistem em largar seus costumes.

O tempo também passou a ser um pouco menos agressivo. Nossa busca por um ritmo de viagem que satisfaça nossos prazeres pessoais fez com que dominássemos melhor a distribuição de nosso tempo. Estar turista cansa. Estar viajante e turista, mais ainda! Então, hoje mixamos melhor os momentos em que vestimos a fantasia de turista, e os momentos onde vivemos como os locais, aproveitando as horas contemplando a vida acontecer por dentro de um café agradável, sentado em uma praça ou caminhando pelas ruas preguiçosamente. O tempo nos deu uma trégua, passou mais devagar, e sentimos um pouco melhor os prazeres de se realizar uma longa viagem.

Saudades. Quem não sente? Somos apaixonados por nossas famílias e amigos. Continuamos nos emocionando quando recebemos alguma mensagem de incentivo ou de nostalgia de um amigo ou familiar! Respondemos a estes sentimentos com esperanças de encontrarmos as pessoas que sentimos saudades no meio de nossa estrada!

Internamente, eu e a Gabi temos sentimentos diferentes. Sentimentos que estão conectados diretamente a nosso histórico e experiência.HANDSonDREAM-7578 No meu caso, estes 3 meses foram responsáveis por realizar a ruptura total de alguns padrões em que eu estava acostumado. Por vezes a falta de um planejamento futuro me incomoda, mesmo tendo a completa ciência de que a ausência de um planejamento faz parte do meu planejamento. Nunca tinha passado tanto tempo longe de meus familiares e, até agora, tenho respondido bem a este fato. Nunca havia ficado tanto tempo sem produzir algo que fosse relacionado a obtenção de dinheiro, e tudo que tenho feito até agora, é com intuito de obter conhecimento. É ótimo, mas ao mesmo tempo gera um conflito entre algumas células binárias que habitam meu corpo.

A Gabi já se sente mais estável neste sentido. Talvez por conta de já ter vivido fora e ter sentido algumas das coisas que sinto hoje naoportunidade em que ela morou na Nova Zelandia. Ainda assim, sempre conversamos a respeito de nossos sentimentos e trocamos nossas figurinhas, transformando os sentimentos em ainda mais conhecimento.

É meus amigos… Viajar é fácil. Difícil é domar o ser que somos. Nossas vontades e desejos. Isso tudo, sinto, nos fazem pessoas mais cientes de que realmente somos, do que queremos, e de que temos total domínio sobre nossas escolhas, mesmo que os resultados não venham exatamente como esperávamos. Estamos sentindo o prazer de sermos donos da escolha de nosso caminho. Não é o caminho mais fácil, o que dá mais dinheiro ou o que é mais aceitado pela sociedade. É o caminho que imaginamos ser o melhor. É o caminho que nos ensina a ser, a sentir e a responder aos sentimentos de forma pura e sincera!

Estamos cada vez mais certos de que somos privilegiados por desenharmos este caminho. E assim, com este privilégio, vamos continuar compartilhando com vocês tudo o que passarmos em nosso caminho para, quem sabe, estimular alguns a tomarem rédea de suas escolhas, seja ela qual for!

Converse com a gente!

Comentários

Comments 2

  1. maria eliane

    Muito lindo seu compartilhamento e saibam que me sinto privilegiada por ter conhecido o blog de vcs. Foi por acaso que os vi no site dos http://www.mochileiros.com. Estou me sentido completamente extasiada com tudo que vcs escrevem, me inspira e me faz viajar. Parabéns pelo projeto e obrigado por compartilhar palavras e experiências tão lindas e riquíssimas conosco.

    Boa viagem e Boa Sorte!!!

    1. Gabriela Muniz

      Maria Eliane!!! Que alegria para nós ler comentários seus em tantos posts!! É um grande presente saber que temos seguidores fiéis que gostam do blog, da nossa aventura, do que dividimos!!! Só nos dá mais vontade de compartilhar, de escrever tudo que vimos e aprendemos!! Nosso maior objetivo é realmente inspirar pessoas a realizarem seus sonhos, independente de quais sejam!!!! Obrigada mesmo pelas lindas palavras!!!! Gde abs Gabi e Diego!!

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