Hands on Dream - México

Rumo à cidade da Tequila

Gabriela Muniz Uncategorized

Até o momento, tudo que podemos dizer do México é que estamos apaixonados!
Paixão pela cultura, pelas pessoas, pelas cores, pelos sabores, pelo movimento, pela mistura de raças, de crenças e religiões.

Ainda não passamos por nem um terço dos lugares que estão planejados, mas estamos aprendendo tanto que serão necessárias algumas matérias para compartilharmos tudo que estamos vivendo!

Aproveitamos o primeiro final de semana por aqui para visitar algumas cidades do norte da cidade do México. Passamos por duas cidades coloniais muito bonitas e agradáveis e tivemos um dia não turístico em que conhecemos cidades muito pequenas e o modo de vida dos mexicanos num domingo! Foi uma experiência muito gostoso!

San Miguel Allende

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A primeira parada foi essa cidadezinha bem pequena que nos encantou logo que chegamos! San Miguel de Allende tem seu estilo arquitetônico colonial preservado e suas construções são dominadas pelas cores amarelo e vermelho. Impressionante ver uma cidade que praticamente só tem duas cores!

HANDS on DREAM-San Miguel Allende - México_1Nós nos perdemos pelas ruazinhas pequenas e passamos o dia explorando a charmosa cidade. Conhecemos o Mercado de Artesanias, passamos por inúmeras igrejas, reservamos um tempo para relaxar e ler na Biblioteca Pública, que nos encantou!
Um lugar muito organizado, com exemplares de todos os assuntos e uma vasta coletânea de livros em inglês, já que há muitos americanos e canadenses aposentados vivendo na cidade.

No final da tarde conhecemos o belo parque Benito Juarez e os Lavaderos Públicos, que eram utilizados pelas mulheres para lavarem suas roupas juntas há muitos anos.

Um pouco de sua história

A cidade foi fundada em 1542. O povoado destacou-se durante a Guerra da Independência do México. O general Ignácio Allende, nativo de San Miguel, foi um dos líderes do movimento da independência e hoje é considerado herói nacional. O povoado foi elevado à categoria de cidade em março de 1826, e passou a se chamar “San Miguel de Allende”, em honra ao general Allende.
Na década de 1900, San Miguel de Allende esteve perto de converter-se numa cidade fantasma. Em 1926 foi declarada monumento histórico pelo governo mexicano, motivo pelo qual desde então o desenvolvimento do distrito histórico encontra-se limitado para conservar-se o carácter colonial da cidade.

Guanajuato

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Outra cidade colonial que nos encantou!
Nosso amigo Rodrigo, mexicano, nos levou para conhecer cada pedacinho dessa cidade linda que foi construída em cima de um morro. As casas tem muitas cores e a vista do mirante é incrível. A ruas são charmosas e muito movimentadas! Trata-se de uma cidade universitária com muitos bares, pequenos restaurantes e lojinhas para aqueles que visitam a cidade, principalmente nos finais de semana. Além disso há vários túneis subterrâneos por baixo da cidade por onde passamos de carro e nos perdemos entre eles!

Lendas e serenatas em Guanajuato

A cidade é cheia de lendas e mitos, como nos contou o Rodrigo e ficamos encantados! Entre as lendas que ouvimos e aprendemos está a do famoso Callejón del Beso (Beco do Beijo). É um dos becos mais estreitos de Guanajuato. Há muitas histórias de desafortunados apaixonados, em pé nas varandas opostas que trocam beijos proibidos através desse beco. Hoje em dia, dizem que os casais que visitam Guanajuato e dividem esta tradição podem desfrutar de muitos anos de felicidade juntos. Lógico que não perdemos a oportunidade! Hehehe!

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Compartilhar estas lendas locais também faz parte da tradição da Callejoneada, uma espécie de “serenata a pé”, num percurso no qual os músicos locais se vestem com trajes tradicionais do século XVII e transitam pelas ruas de pedra e estreitas ruelas coloniais da cidade, enquanto tocam música, cantam canções populares e recitam mitos locais. A tradição da “callejoneada” foi introduzida no México depois da chegada dos espanhóis. São eventos folclóricos populares que, frequentemente, são realizados pelos grupos de estudantes conhecidos como estudantinas. As “callejoneadas” acontecem ao anoitecer, durante os fins de semana e feriados, até cinco vezes por semana, para diversão dos visitantes. Nós tivemos a oportunidade de assistir muitos grupos percorrendo a cidade e cantando e achamos incrível!

Museu das Múmias

Visitamos o Museu da Múmias que é absolutamente bizarro! Como o próprio nome indica, neste museu não há quadros ou peças expostas. O que se vê são exemplares de múmias procedentes do Cemitério Municipal de Santa Paula, em Guanajuato. As 108 múmias, cuja grande maioria é mulher, são cadáveres de pessoas mortas por um surto de cólera que atingiu a cidade em 1833, e que foram desenterrados entre 1865 e 1958. A notícia sobre existência das múmias correu o país e, em 1900, apareceram os primeiros turistas interessados em vê-las. Mais tarde criou-se o museu que visitamos. O mais impressionante é que nenhuma das múmias foi embalsamada, e sua extraordinária conservação se deve à composição do terreno onde foram enterradas, o que fez com que os corpos se desidratassem enquanto o processo de decomposição foi inibido.

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Finalizamos a noite num restaurante muito agradável e barato e pudemos experimentar muitos pratos típicos mexicanos! Detalharemos a culinária extremamente rica em outro momento.

Estado de Jalisco

O domingo foi muito marcante e super atípico no que se refere a cidades turísticas. Ainda com o Rodrigo, que nos preparou um final de semana maravilhoso, perguntamos se seria possível fazer um passeio diferente. O que queríamos era passar o dia visitando cidades pequenas e observar o que os mexicanos e suas famílias fazem para se divertir num domingo, dia mundial do descanso! Dito e feito! Desfrutamos de um dia maravilhoso e atingimos nosso objetivo com muito sucesso!

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Iniciamos o dia numa cidadezinha bem pequena chamada San Diego de Alexandria. Acompanhamos o despertar da cidade com a montagem das primeiras barracas da feirinha livre, que provavelmente estaria disponível para os seus moradores o dia todo. A praça com seu coreto e igrejinha estava completamente vazia e aproveitamos para entrar na igreja. Aqui há uma tradição em que as pessoas que pretendem se casar a curto prazo devem deixar seus nomes num mural da igreja, com dados pessoais e familiares para que as pessoas da comunidade possam conhecer o futuro matrimônio e assegurar que os noivos são honestos e não estão comprometidos com outras pessoas. Não é demais? O Rodrigo nos contou que em muitas regiões do México isso ainda acontece!

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HANDSonDREAM-SDA2-8888Incrível! Por fim conhecemos o cemitério da cidade e percebemos pelos túmulos um grande contraste social. Há túmulos ricamente adornados, enquanto outros mostram o nome dos sepultados escrito a mão no próprio cimento. Rumamos para uma cidade um pouco maior, San Julian, que já estava mais movimentada. Caminhamos pela avenida principal, passamos pela igreja que já estava lotada com a missa de domingo e paramos alguns minutos na praça para observar o ritmo calmo dos homens (sim, a praça só tinha homens naquela hora do dia) conversando, todos com seus chapéus meio cowboy e engraxando seus sapatos! O Rodrigo nos contou que no México, principalmente o estado de Jalisco ainda tem muito machismo! Os homens enxergam as mulheres como provedoras de filhos e responsáveis pelos cuidados da casa. E isso acontece demais em algumas regiões! Triste saber que ainda no século 21, essa questão ainda é muito forte em algumas partes do mundo.

Aproveitamos para tomar café da manhã mexicano num lugar bem pequeno e tradicional! Experimentamos quesadillas, sopes e tamales! Aiaiaiai! Que delícia!

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A próxima cidade foi Jalostitlán. Chegamos em plena hora do almoço e as ruas, a feira e a praça estavam fervilhando de gente! Famílias inteiras na praça, crianças brincando por todos os lados, vendedores de balões, de doces, de refrescos, os homens e os menininhos todos vestidos com calça jeans, camisa xadrez e chapéu! Simplesmente encantador!

Os bares, ao estilo velho oeste (com aquelas portas vai e vem) estavam lotados e resolvemos sentar numa mesa para tomar micheladas (cerveja picante). Caminhamos mais um pouco pela cidade e ainda vimos vários homens sentados nas mesas de bar jogando xadrez. Claro que não podia faltar música mexicana muito alta em todo lugar!

Estávamos muito curiosos para conhecer as plantações de agave (planta de onde se extrai a matéria prima para fazer tequila) e o Rodrigo resolveu nos levar até Arandas, cidade produtora de muitas marcas de tequila. Já na estrada, nos encantamos com as enormes plantações espalhadas. A planta do Agave é muito bonita e tem uma coloração roxo azulada, o que deixa os campos visíveis da estrada, encantadores!

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Chegamos nesta pequena cidade e tivemos um experiência inesquecível! Após caminhar pela praça e observar as pessoas, resolvemos entrar num boteco, que no México eles chamam de Cantina, para experimentar a tequila local. O bar era bem tradicional e praticamente só tinha homens! Um lugar com vários posters, a maioria de mulheres colados na parede, as prateleiras em cima do balcão forradas de bebidas, uma juke box tocando música romântica mexicana e vários homens bem bêbados já!
Nós três sentamos e o Rodrigo pediu para o atendente nos trazer tequilas e sangritas. Quando percebeu que nós éramos brasileiros, o garçom ficou encantado e queria nos agradar de todos os jeitos! Começamos a tirar algumas fotos e ele pediu para sair nas fotos!

De uma hora para outra nós viramos o centro das atenções naquele pequeno boteco. Um homem, que chamamos de “bigodon” obviamente pelo tamanho do seu bigode, veio conversar conosco em todas as línguas possíveis mas não entendíamos nada! Nos mostrou as garrafas das tequilas locais e não parava de falar. Estava completamente bêbado! De repente mais um grupo veio conversar com a gente para saber da onde éramos. Tiramos fotos com todos eles e a empolgação passou a ser geral! Em um dado momento o Rodrigo pediu ao garçom para tirarmos foto atrás do balcão do bar, que deixou com o maior prazer.

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O Di teve a ideia de fazer caipirinha para eles experimentarem e a animação foi geral! Ele utilizou os ingredientes que tinha e preparou uma caipirinha de vodka que agradou muito a todos os bêbados da cantina! Diversão total! Para nossa surpresa, como agradecimento, o garçom nos presentou com um cinzeiro (estilo souvenir) de Arandas para que nunca esquecêssemos da experiência que vivemos naquele dia. Precisa dizer que foi impagável?

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Esse é o tipo de experiência que buscamos! Vivemos um simples dia numa cidade pequena da forma mais próxima possível, interagimos de forma intensa e ainda ganhamos o carinho dessas pessoas!

De fato graças ao nosso querido amigo Rodrigo Fuentes, nosso final de semana foi maravilhoso e inesquecível! Muito obrigada pelo carinho, pela atenção e por todo cuidado que teve conosco nesses poucos dias que estivemos por aí. Você nos abriu sua casa e reservou um final de semana todo só para nos mostrar um pouco desse país incrível que você nasceu! Muito obrigada, Rô!

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