HandsOnDream-Taxi

Nossa Tragédia Mexicana – Parte II

Diego Ferro Uncategorized

Na matéria anterior contamos como chegamos a Puebla e como “perdemos” nosso celular. Veja clicando aqui!

Acompanhe agora, o desenrolar de nossa pequena tragédia Mexicana… :)

A BUSCA

Tínhamos em mãos um número de celular. E só! Não sabíamos o nome do taxista, o número da unidade ou o nome da cooperativa. Contávamos com nossa vontade implacável de ir até o fim na busca pelo celular, com a sorte por termos pego um taxi de cooperativa, de haver a imagem do taxista na memória da Gabi e de termos uma delegacia de polícia exatamente em frente ao ponto de taxi. Nosso plano era: localizar o taxista e fazer uma inspeção no carro dele. As chances de não dar em nada eram grandes, mas não íamos desistir nunca! E era isto que o taxista não esperava!!! Mesmo sem nunca ter estudado espanhol, saquei meu afiadíssimo portunhol e comecei a falar com todos os taxistas. Fincamos nossas raízes em um banco em frente ao ponto de taxi, e falei com todos os que chegavam, um a um. Solicitei um a um que digitassem o numero do celular que eu tinha no celular deles para ver se encontrava o nome da pessoa. Coisa possível em cidade pequena. O primeiro disse que o que eu queria era impossível e não quis procurar o cidadão no celular dele. O segundo, também disse ser impossível, mas procurou no celular e não encontrou. O terceiro, idem. Não desanimávamos! Alguma coisa nos dizia para ir em frente. Passaram uma meia dúzia de taxistas até que chegou um que começou a desenrolar a história. O rapaz nos explicou que haviam duas cooperativas que operavam naquele ponto. (Vamos criar nomes fictícios para as cooperativas: CENTRAL e URBANA.) Disse que nossa missão era primeiramente identificar qual cooperativa estava associada ao taxi que procurávamos. Ele, por ser da cooperativa Central, ligou para a central de atendimento e passou o número do telefone que tínhamos em mãos. Depois de alguns minutos, descobrimos que não: o taxi que buscávamos era da cooperativa Urbana. Missão 1: cumprida! Passei então para a segunda missão: parar todos os carros da cooperativa Urbana e encontrar o tal do taxista. Paramos mais uma tacada de taxistas, com as mesmas perguntas de antes, e nada! Ninguém conhecia o número que eu tinha em mãos. Perdemos as esperanças em encontrar o taxista sozinhos e decidimos ir à delegacia. A princípio desconfiamos de que fosse funcionar, afinal de contas não tínhamos provas e a polícia tem mais o que fazer! Não acreditávamos que dois turistas preocupados com um celular teriam alguma atenção. Enfim… mesmo assim fomos! Na delegacia recebemos o atendimento do Oficial responsável no momento que, para nosso espanto, prontamente iniciou as buscas. Sim! Mobilizou alguns policiais para nos ajudar a encontrar o taxista. Com o número do telefone do taxista em mãos, começaram a ligar de seus telefones particulares. Enquanto os policiais tentavam falar com o taxista, eu e a Gabi ficávamos de olho na fila de taxis para tentar reconhecer o cidadão. A cada novo taxi, me deslocava até a unidade e conversava com o motorista, com as mesmas perguntas de sempre. E foi em uma destas empreitadas que descobrimos o nome do taxista e a unidade. Avistamos um taxi, avisei o policial, atravessei a rua correndo e abordei o taxista. Ao conversar com o rapaz, que era da cooperativa Urbana, o taxista da cooperativa Central, aquele que nos ajudou inicialmente, estava de passagem e percebeu que eu continuava a busca, resolvendo ajudar mais uma vez. Em um espanhol rapidíssimo, explicou ao taxista o que ele tinha feito junto a cooperativa Central e pediu que fizesse o mesmo junto a cooperativa Urbana. Prontamente, o único taxista da cooperativa Urbana que resolveu me ajudar, digitou o número que eu tinha no celular dele e… shazan! Lá estava o nome e número da unidade do sujeito! Voltei à delegacia de polícia e entreguei ao Oficial o nome do indigente. Começaram as buscas! Efetivamente, todos os homens disponíveis na delegacia auxiliavam na busca ao sujeito que chamaremos de Juarez. Aos poucos, o efetivo inicial foi aumentando. Primeiro, chegou o Comandante da delegacia. Depois, veio o presidente da cooperativa Urbana. Todos tentando falar com Juarez. O processo levou horas. Chegamos ao centro da cidade perto das 10 da manhã e às 2 da tarde nada de encontrar Juarez. Vendo as dificuldades, o presidente da cooperativa Urbana foi até a casa de Juarez. Conversa com a família, descobre o paradeiro do sujeito e exigiu que ele comparecesse à delegacia. Mais quarenta minutos de espera e… Enfim, o Juarez chega a Delegacia! Prontamente a Gabi reconhece a face do indivíduo. Sentamos todos em frente a mesa do comandante e começamos a conversar. E então se desenrola a ultima fase da saga: A corrupção!

Aguarde….. (só mais 2 dias!!! :))

Converse com a gente!

Comentários