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Relatos do bebê apressadinho para sair!

Gabriela Muniz Em Malta

Dia 19 de maio

O dia todo batendo pernas, passeando, perambulando. Mamys chegou há dois dias. Estamos visitando lojas de bebês. Comprando coisinhas que faltam. Vovó coruja enche Ianzinho de presentes. Ele ainda está na barriga, quentinho, tranquilo e aconchegante somente esperando o dia certo para chegar ao mundo. Ainda é cedo. Somente 37 semanas.

De noite fazemos planos. No dia seguinte vou levá-la à praia ou quem sabe aos St Anthon Gardens. Vamos curtir um dia mais tranquilo já que hoje foi pesado e estou bem cansada.

Dia 20 de Maio

3h30….acordo sentindo algo estranho, algo vazando. Será que fiz xixi nas calças? Rs. Vou ao banheiro de madrugada e nada. Deito na cama. Uma dor nos rins bem intensa começa. Seriam contrações? Não espero 10 minutos e acordo o Di. Dores e mais dores começam. A cada 10 minutos. Papai do neném começa a marcar. Será que tá na hora? Nãaaaaoo!!! Ainda são 37 semanas!

Papai liga pro hospital. Fala do vazamento, fala das dores. Como aprendemos, precisamos esperar, esperar e esperar. Em casa é sempre mais confortável. Esquecemos dos vazamentos. As dores continuam e continuam. Cada vez mais fortes…dói, depois dói muito, depois dói demais…

Papai lembra que não gravou músicas que mamãe gosta para ouvir no hospital enquanto Ianzinho quer sair. De repente vem ele no meio da madrugada perguntando se eu queria Skank, Marisa Monte. Realmente estava bem tranquila pra pensar nisso! Rs

Em um certo momento a dor ainda somente nas costas é tanta que não sei mais o que fazer. Me mexo na cama. A impressão é que já não é mais a cada 10 minutos. Não mesmo!!! Di sugere que eu vá tomar um banho. Sento no box, água morna caindo sobre as costas…ahhhh que alívio. Por 20 minutos estou no céu. Dor alivia, dor passa.

Depois da ducha volto pra cama. Nem 5 minutos se passam e a dor triplica. Agora é nas costas e na barriga. Será que ele realmente nasce hoje? Ainda não sei! São só 37 semanas! Será que são contrações? Ainda não sei! Nunca fiquei grávida antes!! Rs

Esqueço do vazamento que me indicaria que a bolsa rompeu. Estou molhada mas nem penso nisso. A dor é tanta. Em um dado momento boto tudo pra fora, tamanha a dor que estou sentindo. E aí resolvo ir ao banheiro e estou sangrando muito. Hora de ir para o hospital!

Ahhhh mas peraí! Nosso carro deu PT há alguns dias!! Não temos carro! Bora chamar um taxi.

Di acorda minha mãe e vai ver se está tudo arrumado. Nessa hora eu estou gritando de dor! Na minha cabeça nem há mais intervalos! Dói, dói e dói! De repente sinto uma necessidade maluca de fazer força! Nenenzinho querendo sair! Ai meu Deus! E a dor….ah a dor…nessa hora já nem penso mais.

Táxi demora toda a eternidade. Di dá chilique com a empresa de táxi pelo telefone! Ian quer sair! Mamãe se contorcendo de dor. Táxi chega. Da cama até o carro nem sei como fiz, mas cheguei no carro. Uma dor inacreditável….

Entro no táxi com o Di e no minuto seguinte ele já me diz que tá chegando. Rs!!! Mas ok!!! Ajudou, ajudou muito, funcionou. Ele conseguiu me acalmar, me suportar, cuidar de mim. A dor e a força que eu fazia pra ele sair eram imensuráveis. Será que ele ia nascer ali mesmo? Já não sabia mais o que fazer.

7h00…

Chegamos ao hospital. Di sai do carro correndo pra buscar uma cadeira de rodas. Eu fico com a taxista, que está bem preocupada se eu molhei o carro dela. Eu gritando, gemendo, só quero que essa dor alivie de alguma forma. Realmente estou ligando muito se molhei o carro dela! Rs

Sento na cadeira de rodas. Uma aventura se inicia pelos corredores do hospital! Segurança corre na frente! Di atrás me empurrando. Ele tira todos do caminho. Expulsa os que estavam dentro do elevador. Finalmente chegamos a ala de parto!

Eu que imaginava que comigo ia acontecer exatamente como tinham explicado no curso de pais. Entrar numa salinha, fazer exames, responder perguntas, ir pra sala de parto, esperar até o momento certo, ouvir música, fazer exercícios relaxantes, meditar mas….não foi bem assim!

Entro na sala de parto, deito na cama, me contorço de dor, peço anestesia, Di pede anestesia. Abro as pernas, grito de dor, falo com a parteira, Di arregala os olhos, fala comigo, diz que já vê a cabeça do Ian! Eu não acredito. Parteira diz que não há tempo de anestesia!

Falta pouco pro Ian chegar, só preciso fazer força. Grito, faço força, já nem sei medir o grau da dor. Mais uma contração, mais força, mais dor, acho que não vou conseguir. Di me encoraja, me motiva. Mais força, foco concentração. Parteira conversa comigo, tudo em inglês, me encoraja, está calma, me dá força, me orienta.

7h15…

O milagre mais lindo da vida acontece. Ian nasce!!! Eu consegui, eu dei a luz, sem remédio, sem anestesia, da forma mais natural possível. Nosso bebezinho nasceu, meu coração inunda. Em poucos minutos tenho ele no meu peito…

Amor, gratidão, emoção, alegria, vitória!!!!! Inúmeros sentimentos podem começar a explicar a manhã do dia 20/05/2016.

O dia em que nossa vida mudou completamente……..para muito muito melhor :)

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Quem escreve

Gabriela Muniz

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Engenheira de Alimentos, Pós Graduada em Gestão de Negócios, Empreendedora e Blogueira. Amante da natureza, de viagens, de conhecimento! A Expedição HANDS on DREAM não é só a realização de um sonho, mas também um Projeto de Vida.

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