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Não quero mais sair daqui!!!

Diego Ferro Devaneios

Me transportei! Entre casas de pedra, vasos nas janelas e ruas de paralelepípedos, vivi um filme!
Algo lateja em meus pulsos… Passo os dedos na garganta e sinto uma veia mais alta, dançando ao ser pressionada.
Entro em um túnel. Tudo de pedra. Vejo barris de vinho sendo vendidos por produtores locais. Homens a cavalo brindando mais um dia de trabalho.
Atrás das flores em pequenos vasos nas janelas, as mulheres cozinham. As crianças, com sandalhas de couro, capacete de ferro e espada, rolam por toda a cidade com o jogo de guerra. As meninas em saias marrons, com fitinhas de flores na cabeça, flertam rapazes em pequenas saias, com o brasão estampado no peito.
Sinto formigamento nos pulsos. Meu corpo se rende. Sento em uma mureta acompanhado de minha coragem e, juntos, continuamos a assistir a vida.
Conversamos sobre o que estamos vendo. Estamos no centro de uma cidade medieval. Por fora das muralhas, campos verdes com lindas casas de pedra dispersas, cada uma com sua plantação. Um vale lindo! Ao fundo montanhas e, no topo de uma delas, um castelo. Do outro lado, o mar mediterrâneo se encontra com o céu.
Sinto uma veia palpitar… O pulso, a garganta e o ouvido escutam e sentem as baterias. As batidas se aceleram. Não quero sair daqui.
Pessoas passam. Famílias inteiras vão ao deleite.
Dou as mãos ao sonho, e continuamos em nossa caminhada pelas ruas estreitas da cidade de pedra.
Chove. E não importa! Estou em frente a um jardim de flores rosas e amarelas, com um cactos gigante entre elas, coladas a um muro de 10 metros de altura com algumas poucas aberturas, ou janelas, lá em cima.
Tomo um gole de café. O corpo anestesiado. Uma alegria me contagia. Sinto a troca de energia por todos os poros. Felicidade. Realização.
A cidade de pedra se apresenta aos visitantes de formas diferentes. Por fora, dura, indelicada, protetora e brigadora. Por dentro não. Por dentro é sensibilidade, as flores deixam os muros suaves, livres.
A cidade de pedra pulsa, junto com meu corpo. A cidade de pedra se derrete junto com meus sentimentos, e fertiliza uma terra cheia de sementes de sonhos.
Hoje vivi mais uma vez, um dia mais feliz da minha vida!

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Quem escreve

Diego Ferro

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Atualmente dedica-se a compartilhar histórias e visões que podem mudar o mundo! Em ano sabático, busca o descobrimento pessoal, traduzindo em fotografias os momentos de reflexão gerados pelos cliques do dia a dia. Não é fotógrafo, não é jornalista... a menos que a paixão pelos assuntos o qualifique! Encontra-se no status "viajante".

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